A proposta é reconciliar-se definitivamente com a escrita, utilizando o texto como espaço de enfrentamento e elaboração de temas íntimos e sombrios
Após um período de afastamento da escrita, a autora Kelly Amorim retomou sua produção literária em agosto de 2025 com a publicação do ensaio experimental “Prescrição de dose de palavras escritas”.
O texto integrou o projeto independente “Revista de Quinta”, organizado pelo escritor carioca Hedjan C.S., e aborda sua experiência no enfrentamento da depressão, além do papel da escrita como ferramenta de apoio durante esse processo.
Entre 2020 e 2025, período que coincide com a pandemia, Kelly atravessou um hiato criativo e manteve-se afastada de publicações regulares. Sua produção nesse intervalo se restringiu a anotações em cadernos, revisões constantes de textos inéditos e reflexões pessoais.
A partir de 2026, a autora projeta uma retomada plena da atividade literária. A proposta é reconciliar-se definitivamente com a escrita, utilizando o texto como espaço de enfrentamento e elaboração de temas íntimos e sombrios, agora com a intenção clara de torná-los públicos.


Sobre a autora
Kelly Amorim iniciou sua trajetória na literatura em 2014, com a participação na antologia de contos de terror “Horas Sombrias”, publicada pela Andross Editora. Até então, o gênero não fazia parte de seus planos criativos, mas foi nesse contexto que sua escrita passou a explorar o horror, o grotesco e os aspectos menos confortáveis da mente humana, em contraste com referências estéticas mais delicadas.
Desde a estreia, a autora acumulou quase vinte participações em antologias de diversas editoras, projetos independentes e publicações próprias. Ao longo da última década, sua produção recebeu reconhecimento em premiações e seleções do gênero.
Em 2015, foi finalista do Prêmio Strix com o conto “Compram-se Pesadelos”, publicado na antologia “King Edgar Hotel”. Em 2019, foi indicada ao Prêmio Deusa Lendari pelo conto “A Parteira”, integrante da antologia “Creepypastas: Lendas da Internet”.
No mesmo ano, sua coletânea de contos “Inocência”, centrada em medos infantis, integrou a lista “Os Melhores Livros Brasileiros de Terror da Década”, elaborada pelo site Biblioteca do Terror.
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