Morador da Vila Ema, Diego Betioli tem se notabilizado por produzir romances e contos de terror que possuem diferentes regiões da capital paulista como pano de fundo
Apaixonado por terror, esportes, cafés, hambúrgueres e São Paulo. É assim que se define o escritor Diego Betioli, 35 anos, que, em 2026, planeja o lançamento de seu quinto romance.
Natural da Vila Formosa, na Zona Leste da capital paulista, o autor — publicitário de formação e hoje conteudista digital — mora há vinte anos na Vila Ema e, desde pequeno, descobriu sua vocação para criar histórias. Primeiro, com fanzines de quadrinhos e animes, desenhando; somente adulto, muito por influência do primo Rodolfo Bezerra, também autor, trocou a ilustração pela escrita.

Foi com ele, redigindo a quatro mãos, que Diego se lançou no universo literário com seu primeiro romance, “A Última Estação”, obra que também definiria sua marca registrada: ambientar histórias de caráter sobrenatural especialmente na cidade de São Paulo. Nesta trama, por exemplo, um grupo de passageiros desaparece ao embarcar no último trem do metrô paulistano, sendo levados a um destino misterioso e mortífero que os levarão às últimas consequências.
“Sempre quis que minhas histórias permitissem aos leitores criar identificação. Cenários que fazem parte de seu cotidiano, com personagens que poderiam ser seus amigos, vizinhos, familiares. Qualquer um de nós”, conta Betioli.


Desde o lançamento de AUE, em 2018, mais três romances vieram: “CEP,” em 2021, ambientado no Belenzinho, na capital paulista; “Em Casas”, uma coletânea de contos dramáticos sobre a Covid-19, em 2022; e “A Última Estação 2”, em 2024. Em 2023, lançou o conto digital “O Que Sabem Essas Paredes”, um suspense com ares sobrenaturais que se passa no bairro do Ipiranga, com grande êxito no #EnchaSeuKindle; atualmente, o autor trabalha em uma versão mais aprofundada da obra para transformá-la em romance.



Além destas produções, Betioli ainda possui outros contados situados na capital, como “Má Hora”, “Gesto Indigesto” e “Herança” — este último um horror sobrenatural que tem o bairro do Cambuci como pano de fundo e que levou o escritor à final do I Prêmio ABERST Inéditos. “Os contos me permitem explorar muitos outros personagens e bairros da capital, assim como diferentes nuances do horror, que é tão presente na memória coletiva de São Paulo”.
Todas as obras de Diego Betioli podem ser conferidas neste link.
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