Com uma trajetória marcada pelo mergulho psicológico, pela estética sombria e pela busca filosófica da luz em meio à escuridão, o cineasta e escritor Vitor Henrique consolida uma produção artística que atravessa cinema, literatura e música como extensões de uma mesma experiência existencial.
Formado em Cinema, o autor desenvolve uma linguagem que une força visual e densidade literária, explorando cenários carregados de simbolismo, atmosferas góticas e personagens emocionalmente fragmentados. Sua obra é construída a partir de temas psicológicos, filosóficos e ocultistas, transformando cada criação em um mergulho introspectivo que o próprio artista compara a “uma catedral afundada em um oceano profundo”.

Além da produção audiovisual e literária, Vitor Henrique também se destaca por levar sua identidade estética para artigos científicos e textos acadêmicos, nos quais combina estudo e informação com uma escrita de inspiração barroca, marcada por construções rebuscadas e forte apelo imagético.
“A luz é aquilo que nos tira de um estado perdido e nos eleva em busca do caminho”, afirma o autor. “Sem ela, restaria apenas uma massa perdida em um limbo sem saída, dominada pela dor e pela angústia eterna.”
Seu primeiro curta-metragem, Phantasmagoria (Além dos Olhos), foi finalizado em 2016, durante sua graduação em audiovisual. A obra combina influências do gótico e do expressionismo alemão em uma narrativa híbrida entre documentário e ficção, centrada na figura de um espírito inquieto e atormentado.
Na literatura, o autor participou de diversas antologias de contos e poesias, com destaque para Contos Lendários Reunidos, vencedora do Prêmio Deusa Lendari como melhor compilação de 2018 e 2019, e Adágios para Käthe Kollwitz, publicação seletiva da Delirium Editora que reuniu cinco escritores convidados.


Em “Contos Lendários Reunidos”, Vitor Henrique participou com o conto “O Mistério entre as Árvores”, originalmente publicado no livro “Simulacro e Simulação”. Já em “Adágios para Käthe Kollwitz”, assinou os contos “A Solidão no Templo da Filosofia da Paixão” e “Erótica Filosofia Amorosa”, reafirmando sua proposta estética marcada pela melancolia, pelo simbolismo e pela investigação das profundezas da alma humana.
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