Com atmosfera de thriller investigativo e crítica social contundente, o autor constrói um mundo que dialoga visualmente tanto com Blade Runner quanto com Metrópolis
Finalista do Prêmio ABERST – Narrativa Curta de Crime, Arranha-céu, conto futurista de Mário Bentes, é um conto provocativa da ficção científica brasileira contemporânea.
Com atmosfera de thriller investigativo e crítica social contundente, o autor constrói um mundo que dialoga visualmente tanto com Blade Runner quanto com Metrópolis, mas filtrado por um olhar inteiramente brasileiro sobre desigualdade, verticalização urbana e poder.
Ambientado em uma megacidade de dois mil andares, onde o sol só alcança os níveis mais altos, Arranha-céu acompanha o desaparecimento de uma mulher e a missão de um detetive dos andares médios que precisa descer aos subníveis, regiões mergulhadas em sombra eterna.
Ao explorar esse labirinto vertical, a narrativa se transforma em um noir de alta tensão, onde cada camada da cidade revela um novo tipo de corrupção, abandono ou segredo enterrado pelas estruturas que tocam o céu.
Bentes, que acumula indicações ao Prêmio ABERST e reconhecimento por obras como A terra por onde caminho e O vão entre o trem e a plataforma, expande sua ficção especulativa com uma história ágil, densa e cinematográfica.
Entre luz e escuridão, riqueza e miséria, passado e futuro, o conto pergunta: quando você encara o abismo, o que exatamente devolve o olhar?
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